Sites Grátis no Comunidades.net
Uma janela sobre o mundo b - blico

Uma janela sobre o mundo bíblico

A autoridade de Jesus no evangelho de Lucas - Um estudo teol—Égico a partir de Lc 4,16-30

1. A autoridade de Jesus

A origem da autoridade de Jesus est–Ī na sua rela–∑–≥o —änica com Deus que, j–Ī no Templo o chama de Pai (2,49). Rela–∑–≥o presente tamb–Ļm em sua identidade como Messias que possui o seu Esp–Ĺrito (4,18a) e como seu Filho bem-amado (3,22b). Assim sendo, o seu poder de agir e o seu modo de se expressar s–≥o pr—Éprios do Messias e Filho de Deus.

A «autoridade» de Jesus presente dentro da per–Ĺcope em quest–≥o (vv.16.18-19.21.24-27.30) –Ļ tamb–Ļm freq—Ćente ao longo do Evangelho de Lucas.

Jesus revela sua autoridade messi–≤nica dentro da referida per–Ĺcope por meio de suas a–∑—Öes e palavras. Assim sendo, al–Ļm de nos concentrarmos nos momentos onde ele demonstra sua autoridade por meio de palavras e a–∑—Öes em nosso texto e ao longo do Evangelho, acenaremos ainda sobre outros aspectos de sua vida p—äblica, principalmente seus milagres. Em seguida, verificaremos a autoridade com a qual ele perdoa os pecados (5,17-26), bem como a rea–∑–≥o dos que est–≥o presentes, principalmente os fariseus e escribas. Por fim, constataremos como seus advers–Īrios indispostos a mudar de mentalidade, questionam sobre a origem ou fonte de sua autoridade.

Em seguida, a autoridade de Jesus se mostra durante o seu ensinamento na inaugura–∑–≥o de seu minist–Ļrio p—äblico. Segundo Lucas, Jesus come–∑a o mesmo voltando para a Galil–Ļia, sendo impulsionado pelo Esp–Ĺrito Santo, e sua fama se espalha por toda a regi–≥o circunvizinha (4,14). Neste seu peregrinar ele ensinava nas sinagogas e era louvado por todos (v.15).

Jesus, ao contr–Īrio dos profetas do AT, introduz sua mensagem dizendo: «em verdade eu vos digo» . Trata-se de uma declara–∑–≥o solene que indica uma linguagem cristol—Égica impl–Ĺcita proferida com autoridade. O comandamento de Jesus a «ouvir» ou «escutar» seu ensinamento tamb–Ļm indica sua autoridade (cf 8,8).

Assim sendo, o ensinamento e discurso de Jesus s–≥o marcados pela sua autoridade divina que inicialmente –Ļ motivo de admira–∑–≥o para muitos: o povo presente na sinagoga (4,22; 5,26); as multid—Öes fora (8,4); os disc–Ĺpulos em particular (18,26) ou os que se encontram dentro do Templo (19,48). Mas mesmo que seus advers–Īrios inicialmente se disponham em acreditar na sua autoridade messi–≤nica (4,22; 5,26), depois que ele os convida a uma mudan–∑a de comportamento, eles passam a rejeit–Ī-lo (4,28-29; 6,11; 11,53-54; 20,19).

Do mesmo modo se verificam tamb–Ļm outros casos semelhantes (cf. 8,26-39; 9,37-43a). Assim sendo, podemos concluir dizendo que a autoridade de Jesus n–≥o se resume somente em palavras, mas tamb–Ļm em a–∑—Öes, ou melhor, em palavras que se complementam em suas a–∑—Öes.

Lucas narra pelos menos cinco hist—Érias de conflitos entre Jesus e seus advers–Īrios (5,17‚Äď6,11). A per–Ĺcope que trata sobre a cura do paral–Ĺtico –Ļ a primeira dentre estas e indica que o conflito est–Ī para iniciar apesar da admira–∑–≥o de seus advers–Īrios diante do perd–≥o dado e cura realizada por Jesus (cf. 5,26). Em tais hist—Érias de conflitos se constata a autoridade de Jesus, bem como a indisposi–∑–≥o inicial dos l–Ĺderes judaicos em mudar de vida (cf. 4,28-29).

Contudo, os fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galil–Ļia, da Jud–Ļia e de Jerusal–Ļm que se achavam ali sentados (cf. 5,17), presenciando o fato come–∑am a «raciocinar» sobre a autoridade de perdoar pecados de Jesus (5,21; cf. 11,15). Eles acusam-no de blasf–ļmia por lan–∑ar m–≥o de uma prerrogativa exclusiva de Deus no passado, de acordo com a tradi–∑–≥o judaica, cuja pena –Ļ o apedrejamento (cf. Lv 24,15ss). Entretanto, o que eles questionavam entre si –Ļ percebido imediatamente por Jesus. A sua resposta –Ļ dada de maneira categ—Érica e com autoridade: «para que saibais que o Filho do Homem tem o poder de perdoar pecados na terra» (5,24). Podemos notar um contraste entre os termos «poder» (v.21) e «autoridade» (v.24) . O mesmo indica que o Filho do Homem n–≥o tem somente o poder mas tamb–Ļm a autoridade de perdoar pecados. Neste sentido, Jesus estabelece uma rela–∑–≥o entre c–Ļu e terra ao dizer que o —änico que tem poder de perdoar pecados «nos c–Ļus», est–Ī presente por meio de seu Messias e Filho para perdoar pecados «na terra» (v.24).

Jesus, usando de sua autoridade divina, comanda em seguida ao paral–Ĺtico: «eu te ordeno, levanta-te, toma teu leito e vai para tua casa» (5,24). Ele n–≥o somente tem o poder de perdoar os pecados do paral–Ĺtico, o que faz em primeiro lugar, mas tamb–Ļm de cur–Ī-lo, o que faz para demonstrar sua autoridade messi–≤nica e divina. Neste sentido «–Ļ no ato da cura do paral–Ĺtico que se verifica a evxousi,a de perdoar pecados».

Com efeito, desde o in–Ĺcio, o conflito e ofensas entre Jesus e os l–Ĺderes religiosos, tem como um dos fundamentos a sua «autoridade», a partir da qual ele convoca-os a mudar de mentalidade (cf. 4,28-29.32; 5,17‚Äď6,11; 11,14-23; 19,45-48). Por isso eles o desafiam durante o exerc–Ĺcio de seu minist–Ļrio exercido com autoridade no Templo (19,47-48; 20,1.19; cf. 5,21; 11,15) e tamb–Ļm o acusam e o conduzem –į morte (22,1.47.54; 23,1.35; cf. 9,22; 18,31; cf. 4,28-29).

A atividade de Jo–≥o Batista foi exercida por meio de palavras e a–∑—Öes (3,7-18). A refer–ļncia que Jesus faz ao seu batismo retoma o todo de tal atividade. A mesma pode ser resumida em duas: o seu batismo que tinha como finalidade convocar ao arrependimento para o perd–≥o dos pecados e o testemunho que ele deu de Jesus. Estas duas atividades se entrela–∑am em seu minist–Ļrio como um todo.

No contexto seguinte Jesus narra ao povo a par–Ībola dos vinhateiros homicidas (20,9-19). Na mesma explica-lhes que depois de ser enviado com autoridade messi–≤nica (4,18a; 3,22) para convocar os seus a crer de modo sincero (20,10; cf. 4,24-27), os l–Ĺderes religiosos indispostos a dar frutos de convers–≥o, o expulsam da vinha e o matam (20,15; cf. 4,28-29). No fundo eles queriam ser beneficiados pelo Messias somente porque queriam ser os —änicos herdeiros da vinha (20,14; cf. 4,23). E como estamos diante de uma par–Ībola, os advers–Īrios de Jesus somente n–≥o lan–∑am a m–≥o sobre ele para mat–Ī-lo no momento porque t–ļm medo do povo (20,19; cf. v.6). Mas como tudo tinha sido programado por Lucas anteriormente (cf. 4,28-29), e chegado ao seu cl–Ĺmax neste momento (cf. 20,19) eles continuar–≥o perseguindo-o at–Ļ chegar ao ideal almejado.

FITZMYER, J.A., The Gospel According to Luke I-IX, AncB 28, New York 1970.

_____, The Gospel According to Luke X-XXIV, AncB 28A, New York 1985.

GRASSO, S., Luca. Traduzione e commento, Roma 1986.

MARSHALL, I.H., The Gospel of Luke. A Commentary on the Greek Text, Grand Rapids 1978.

ALETTI, J.-N., L‚Äôarte di raccontare Ges—Č Cristo, Brescia 1991.

ANDERSON, H., «Jesus: Aspects of the Question of His Authority», in The Social World of Formative Christianity and Judaism, Fs. H.C. Kee, Philadelphia 1988, 290-310.

BUDESHEIM, T.L., «Jesus and the Disciples in Conflict with Judaism», ZNW 62 (1971) 190-209.

DUNN, J.D.G., Jesus, Paul, and the Law. Studies in Mark and Galatians, Louisville 1990.

DUPONT, J., «J–Ļsus annonce la Bonne Nouvelle aux pauvres», in Evangelizare Pauperibus, Brescia 1978, 127-189.

HULTGREN, A.J., Jesus and His Adversaries: The Form and Function of the Conflict Stories in the Synoptic Tradition, Minneapolis 1979.

JEREMIAS, J., New Testament Theology, London 1971.

MARSH, J., «Authority», IDB I, 319-320.

MURRAY, G., «The Questioning of Jesus», DowR 102 (1984) 271-275.

NOLLAND, J.L., «Words of Grace (Luke 4,22)», Bib 65 (1984) 44-60.

PAGE, S.H.T., Powers of Evil. A Biblical Study of Satan and Demons, Grand Rapids 1995.

P–ôREZ, A. del AGUA., «El cumplimiento del Reino de Dios en la misi—Én de Jes—äs: Programa del Evangelio de Lucas (4,14-44)», EstB–Ĺb 38 (1979/1980) 269-293.

SCHLIER, H., «avmh,n», TDNT I, 335-338.

SHAE, G.S., «The Question on the Authority of Jesus», NT 16 (1974) 1-29.

SISTI, A., «Il tema del giubileo nell‚Äôopera di Luca», EuntDoc 37 (1984) 3-30.

STALEY, J.L., «Narrative Structure in Luke 4,14-9,62», Sem 72 (1995) 173-213.

STOCK, K., «Maria nel tempio (Lc 2,22-52)», PSV 6 (1986) 114-125.

STRACK, H.L. ‚Äď BILLERBECK, P., Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, I-VI, M—Ćnchen 19654.

TANNEHILL, R.C., The Narrative Unity of Luke-Acts. A Literary Interpretation, Philadelphia 1986.

T–¶DT, H., The Son of Man in the Synoptic Tradition, Philadelphia 1965.

TROCME, E., «L‚Äôexpulsion des marchands du Temple», NTS 15 (1968/1969) 1-22.

Par—Équia S–≥o Francisco de Assis

9–Ą. Avenida, 111 ‚Äď Setor Universit–Īrio

74603-010 ‚Äď Goi–≤nia ‚Äď Goi–Īs

Coment–Īrios

Os coment–Īrios s–≥o poss–Ĺveis somente atrav–Ļs da sua conta em FaceBook

Newsletter

Busca no site

Bíblia online

Últimas novidades

  • 05/01/2018
  • 101
  • 05/01/2018
  • 166
  • 04/01/2018
  • 638
  • 04/01/2018
  • 539
  • 03/01/2018
  • 518

Arquivos por se–∑ões

Temas mais visitados

Lugares bíblicos

O site nasceu em 2005, a partir de uma idéia de Luiz da Rosa. Atualmente conta também com Odalberto Casonatto como protagonista do site. A sessão dos cursos On Line está sob a coordenação de Ivete Holthmam. Outros biblistas participam eventualmente, escrevendo textos para o site.